A ouvinte e blogueira Marlise (de Jaraguá do Sul) instigou o jornalista Luis Nassif, que publicou em seu blog: “Sobre mulheres e conceitos” da autora.
Confira o texto e a repercussão, clique aqui!
Salão de Humor de Campos - RJ 2008
O Secretário de Planejamento e Urbanismo da prefeitura de Jaraguá do Sul, Aristides Panstein, é o convidado da primeira edição de 2010 do programa Studio Atualidades Entrevistas.

Ele vai responder perguntas dos ouvintes e dos apresentadores Albino Flores e Sérgio Roberto. O programa vai ao ar no sábado, dia 20 de fevereiro, às 07h30, na Studio FM (99.1 Mhz).
Parabéns!
Unidos da Tijuca no Rio e Rosas de Ouro em São Paulo.
E também, São Clemente foi a campeã do Grupo de Acesso e desfilará no Grupo Especial do Carnaval carioca em 2011.
Vamos montar esse?
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Nota do Blog: neste site tem muito mais miniaturas para montar em papel, divirta-se.
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Mônica e Eduardo
Por Adolar Gangorra
18/05/01
Esse texto é uma análise comportamental crítica sobre Eduardo e Mônica (aquela música que todo mundo tem obrigação de tocar em churrascos, ao lado de Wish You Were Here, Stairway to Heaven, etc ….) A música Eduardo e Monica da banda Legião Urbana esconderia uma implicância com o sexo masculino? É o que garante Adolar Gangorra. Leia e confira.
O falecido Renato Russo era, sem dúvida, um ótimo músico e um excelente letrista. Escreveu verdadeiras obras de arte cheias de originalidade e sentimento. Como artista engajado que era, defendia veementemente seus pontos de vista nas letras que criava. E por isso mesmo, talvez algumas delas excedam a lógica e o bom senso.
Como no caso da música Eduardo e Monica, do álbum Dois da Legião Urbana, de 1986, onde a figura masculina (Eduardo) é tratada sempre como alienada e inconsciente enquanto a feminina (Monica) é a portadora de uma sabedoria e um estilo de vida evoluidíssimos.
Analisemos o que diz a letra. Logo na segunda estrofe, o autor insinua que Eduardo seja preguiçoso e indolente (”Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar; Ficou deitado e viu que horas eram”) ao mesmo tempo que tentar dar uma imagem forte e charmosa à Monica (”enquanto Monica tomava um conhaque noutro canto da cidade como eles disseram”). Ora, se esta cena tiver se passado de manhã, como é provável, Eduardo só estaria fazendo sua obrigação: acordar. Já Mônica revelaria-se uma cachaceira profissional, pois virar um conhaque antes do almoço é só para quem conhece muito bem o ofício.
Mais à frente, vemos Russo desenhar injustamente a personalidade de Eduardo de maneira frágil e imatura (”Festa estranha, com gente esquisita…”). Bom, “Festa Estranha” significa uma reunião de porra-loucas atrás de qualquer bagulho para poder fugir da realidade com a desculpa esfarrapada de que são contra o sistema. “Gente esquisita” é, basicamente, um bando de sujeitos que têm o hábito gozado de dar a bunda após cinco minutos de conversa. Também são as garotas mais horrorosas da Via-Láctea. Enfim, esta era a tal “festa legal” em que Eduardo estava. O que mais ele podia fazer? Teve que encher a cara pra agüentar aquele pesadelo, como veremos a seguir.
Assim temos (”- Eu não estou legal. Não agüento mais birita”). Percebe-se que o jovem Eduardo não está familiarizado com a rotina traiçoeira do álcool. É um garoto puro e inocente, com a mente e o corpo sadios. Bem ao contrário de Monica, uma notória bêbada sem-vergonha do underground. Adiante, ficamos conhecendo o momento em que os dois protagonistas se encontraram (”E a Monica riu e quis saber um pouco mais Sobre o boyzinho que tentava impressionar”). Vamos por partes: em “E a Monica riu” nota-se uma atitude de pseudo-superioridade desumana de Monica para com Eduardo. Ela, bêbada inveterada, ri de um bêbado inexperiente!
Mais à frente, é bom esclarecer o que o autor preferiu maquiar. Onde lê-se “quis saber um pouco mais” leia-se “quis dar para”! É muita hipocrisia tentar passar uma imagem sofisticada da tal Monica. A verdade é que ela se sentiu bastante atraída pelo “boyzinho que tentava impressionar”! É o máximo do preconceito leviano se referir ao singelo Eduardo como “boyzinho”… Não é verdade. Caso fosse realmente um playboy, ele não teria ido se encontrar com Monica de bicicleta, como consta na quarta estrofe (”Se encontraram então no parque da cidade A Monica de moto e o Eduardo de camelo”). A não ser que o Eduardo fosse um beduíno, e estivesse realmente de camelo, mas ainda nesse caso não seria um “boyzinho”. Se alguém aí age como boy, esta seria Monica, que vai ao encontro pilotando uma ameaçadora motocicleta. Como é sabido, aos 16 (”Ela era de Leão e ele tinha dezesseis”) todo boyzinho já costuma roubar o carro do pai, principalmente para impressionar uma maria-gasolina como Monica.
E tem mais: se Eduardo fosse mesmo um playboy, teria penetrado com sua galera na tal festa, quebraria tudo e ia encher de porrada o esquisitão mais fraquinho de todos na frente de todo mundo, valeu? Na ocasião do seu primeiro encontro, vemos Monica impor suas preferências, uma constante durante toda a letra, em oposição a uma humilde proposta do afável Eduardo (”O Eduardo sugeriu uma lanchonete, mas a Monica queria ver um filme do Godard”). Atitude esta nada democrática para quem se julga uma liberal. Na verdade, Monica é o que se convencionou chamar de P.I.M.B.A (Pseudo Intelectual Metido à Besta e Associados, ou seja, intelectuerdas, alternativos, cabeças e viadinhos vestidos de preto, em geral), que acham que todo filme americano é ruim e o que é bom mesmo é filme europeu, de preferência francês, preto e branco, arrastado pra caralho e com muitas cenas de baitolagem.
Em seguida Russo utiliza o eufemismo “menina” para se referir suavemente à Monica (”O Eduardo achou estranho e melhor não comentar, mas a menina tinha tinta no cabelo”). Menina? Pudim de cachaça seria mais adequado. À pouco vimos Monica virar um Dreher na goela logo no café da manhã e ele ainda a chama de menina? Note que Russo informa a idade de Eduardo, mas propositadamente omite a de Monica. Além disto, se Monica pinta o cabelo é porque é uma balzaca querendo fisgar um garotão viril ou porque é uma baranga escrota mesmo.
O autor insiste em retratar Monica como uma gênia sem par. (”Ela fazia Medicina e falava alemão”) e Eduardo como um idiota retardado (”E ele ainda nas aulinhas de inglês”). Note a comparação de intelecto entre o casal: ela domina o idioma germânico, sabidamente de difícil aprendizado, já tendo superado o vestibular altamente concorrido para medicina. Ele, miseravelmente, tem que tomar aulas para poder balbuciar “iéis”, “nou” e “mai neime is Eduardo”! Incomoda como são usadas as palavras “ainda” e “aulinhas”, para refletir idéias de atraso intelectual e coisa sem valor, respectivamente. Coitado do Eduardo, é um jumento mesmo…
Na seqüência, ficamos a par das opções culturais dos dois (”Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud”). Temos nesta lista um desfile de ícones dos P.I.M.B.As, muito usados por quem acha que pertence a uma falsa elite cultural. Por exemplo, é tamanha uma pretensa intimidade com o poeta Manuel de Souza Carneiro Bandeira Filho, que usou-se a expressão “do Bandeira”. Francamente, “Bandeira” é aquele juiz que fica apitando impedimento na lateral do campo. O sujeito mais normal dessa moçada aí, cortou a orelha por causa de uma sirigaita qualquer. Já viu o nível, né? Só porra-louca de primeira. Tem um outro peroba aí que tem coragem de rimar “Êta” com “Tiêta” e neguinho ainda diz que ele é gênio!
Mais uma vez insinua-se que Eduardo seja um imbecil acéfalo (”E o Eduardo gostava de novela”) e crianção (”E jogava futebol de botão com seu avô”). A bem da verdade, Eduardo é um exemplo. Que adolescente de hoje costuma dar atenção a um idoso? Ele poderia estar jogando videogame com garotos de sua idade ou tentando espiar a empregada tomar banho pelo buraco da fechadura, mas não. Preferia a companhia do avô em um prosaico jogo de botões! É de tocar o coração. E como esse gesto magnânimo foi usado na letra? Foi só para passar a imagem de Eduardo como um paspalho energúmeno. É óbvio, para o autor, o homem não sabe de nada. Mulher sim, é maturidade pura.
Continuando, temos (”Ela falava coisas sobre o Planalto Central, também magia e meditação”). Falava merda, isso sim! Nesses assuntos esotéricos é onde se escondem os maiores picaretas do mundo. Qualquer chimpanzé lobotomizado pode grunhir qualquer absurdo que ninguém vai contestar. Por que? Porque não se pode provar absolutamente nada … Vale tudo! É o samba do crioulo doido. E quem foi cair nessa conversa mole jogada por Monica? Eduardo é claro, o bem intencionado de plantão. E ainda temos mais um achincalhe ao garoto (”E o Eduardo ainda estava no esquema “escola - cinema - clube - televisão”). O que o Sr. Russo queria? Que o esquema fosse “bar da esquina - terreiro de macumba - sauna gay - delegacia”?? E qual é o problema de se ir a escola, caramba?!?
Em seguida, já se nota que Eduardo está dominado pela cultura imposta por Monica (”Eduardo e Monica fizeram natação, fotografia, teatro, artesanato e foram viajar”). Por ordem: 1) Teatro e artesanato não costumam pagar muito imposto. 2) Teatro e artesanato não são lá as coisas mais úteis do mundo. 3) Quer saber? Teatro e artesanato é coisa de viado!!!
Agora temos os versos mais cretinos de toda a letra (”A Monica explicava pro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar”). Mais uma vez, aquela lengalenga esotérica que não leva a lugar algum. Vejamos: Monica trabalha na previsão do tempo? Não. Monica é geóloga? Não. Monica é professora de química? Não. Mônica é alguma aviadora? Também não. Então que diabos uma motoqueira transviada pode ensinar sobre céu, terra, água e ar que uma muriçoca não saiba? Novamente, Eduardo é retratado como um debilóide pueril capaz de comprar alegremente a Torre Eiffel após ser convencido deste grande negócio pelo caô mais furado do mundo. Santa inocência …
Ainda em “Ele aprendeu a beber”, não precisa ser muito esperto pra sacar com quem… é claro, com Monica, a campeã do alambique! Eduardo poderia ter aprendido coisas mais úteis como o código morse ou as capitais da Europa, mas não. Acharam melhor ensinar para o rapaz como encher a cara de pinga. Muito bem, Monica! Grande contribuição!
Depois, temos “deixou o cabelo crescer”. Pobre Eduardo. Àquela altura, estava crente que deixar crescer o cabelo o diferenciaria dos outros na sociedade. Isso sim é que é ativismo pessoal. Já dá pra ver aí o estrago causado por Monica na cabeça do iludido Eduardo. Sempre à frente em tudo, Monica se forma quando Eduardo, o eterno micróbio, consegue entrar na universidade (”E ela se formou no mesmo mês em que ele passou no vestibular”). Por esse ritmo, quando Eduardo conseguir o diploma, Monica deverá estar ganhando o seu prêmio Nobel. Outra prova da parcialidade do autor está em (”porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação”). É interessante notar que é o filho do Eduardo e não de Monica, que ficou de segunda época. Em suma, puxou ao pai e é burro que nem uma porta.
O que realmente impressiona nesta letra é a presença constante de um sexismo estereotipado. O homem é retratado como sendo um simplório alienado que só é salvo de uma vida medíocre e previsível graças a uma mulher naturalmente evoluída e oriunda de uma cultura alternativa redentora. Nesta visão está incutida a idéia absurda que o feminino é superior e o masculino, inferior. Bem típico de algum recalque homossexual do autor, talvez magoado com a natureza masculina. É sabido que em todas culturas e povos existentes, o homem sempre oprimiu amulher. Porém, isso não significa, em hipótese alguma, que estas sejam melhores que os homens. São apenas diferentes. Se desde o começo dos tempos o sexo feminino fosse o dominador e o masculino o subjugado, os mesmos erros teriam sido cometidos de uma maneira ou de outra.
Por quê? Ora, porque tanto homens, mulheres e colunistas sociais fazem parte da famigerada raça humana. E é aí que sempre morou o perigo. Não importa que seja Eduardo, Mônica ou até… Renato!
Adolar Gangorra tem 71 anos, é editor do periódico humorístico Os Reis da Gambiarra e não perde um show sequer dos The Fevers.
ORDEM DE DESFILES DO GRUPO ESPECIAL
Horário Domingo (14/02/2010) Segunda-Feira (15/02/2010)
21 h 1ª – União da Ilha 1ª – Mocidade
22h05 e 22h22 2ª – Imperatriz 2ª – Porto da Pedra
23h10 e 23h44 3ª – Unidos da Tijuca 3ª – Portela
0h15 e 1h06 4ª – Viradouro 4ª - Grande Rio
1h20 e 2h28 5ª – Salgueiro 5ª - Vila Isabel
2h25 e 3h50 6ª – Beija-Flor 6ª - Mangueira
|
Ordem do Desfile - GRUPO de Acesso
Dia 13/02/2010 |
||
| 1ª | Unidos de Padre Miguel | 19 horas |
| 2ª | Império Serrano | 19h58 |
| 3ª | Império da Tijuca | 20h56 |
| 4ª | Paraíso do Tuiuti | 21h54 |
| 5ª | Inocentes de Belford Roxo | 22h52 |
| 6ª | Renascer de Jacarepaguá | 23h50 |
| 7ª | Caprichosos de Pilares | 0h48 |
| 8ª | São Clemente | 1h46 |
| 9ª | Acadêmicos de Santa Cruz | 2h44 |
| 10ª | Acadêmicos da Rocinha | 3h42 |
| 11ª | Estácio de Sá | 4h40 |
| 12ª | Acadêmicos do Cubango | 5h38 |
|
Ordem |
Pré Concentração |
Cronometragem Entrada |
Cronometragem Saída |
Entidade |
||
|
Abertura |
20:30 |
21:00 |
|
21:50 |
|
Afoxé Iyá Ominibu |
|
1ª |
21:45 |
|
23:15 |
00:10 |
00:20 |
Imperador do Ipiranga |
|
2ª |
22:50 |
00:10 |
00:20 |
01:05 |
01:25 |
Leandro de Itaquera |
|
3ª |
23:55 |
01:05 |
01:25 |
02:00 |
02:30 |
Acadêmicos do Tucuruvi
|
|
4ª |
01:00 |
02:00 |
02:30 |
02:55 |
03:35 |
Mancha Verde |
|
5ª |
02:05 |
02:55 |
03:35 |
03:50 |
04:40 |
Unidos de Vila Maria |
|
6ª |
03:10 |
03:50 |
04:40 |
04:45 |
05:45 |
Rosas de Ouro |
|
7ª |
04:15 |
04:45 |
05:45 |
05:40 |
06:50 |
Vai-Vai |
SÁBADO DIA 13/02/2010 – GRUPO ESPECIAL
Ordem |
Pré Concentração |
Cronometragem Entrada |
Cronometragem Saída |
Entidade |
||
|
Abertura |
20:10 |
21:00 |
|
21:50 |
|
Afoxé Coroa de Dadá |
|
1ª |
21:00 |
|
22:30 |
23:25 |
23:35 |
Águia de Ouro |
|
2ª |
22:05 |
23:25 |
23:35 |
00:20 |
00:40 |
Tom Maior |
|
3ª |
23:10 |
00:20 |
00:40 |
01:15 |
01:45 |
Mocidade Alegre |
|
4ª |
00:15 |
01:15 |
01:45 |
02:10 |
02:50 |
X-9 Paulistana |
|
5ª |
01:20 |
02:10 |
02:50 |
03:05 |
03:55 |
Gaviões da Fiel |
|
6ª |
02:25 |
03:05 |
03:55 |
04:00 |
05:00 |
Império de Casa Verde |
|
7ª |
03:30 |
04:10 |
05:00 |
05:05 |
06:05 |
Pérola Negra |
Tempo de Desfile: Mínimo 55 (cinqüenta e cinco) minutos e m áximo 65 (sessenta e cinco) minutos.
DOMINGO DIA 14/02/2010 – GRUPO DE ACESSO
Ordem |
Pré Concentração |
Cronometragem Entrada |
Cronometragem Saída |
Entidade |
||
|
1ª |
19:30 |
|
21:00 |
21:50 |
22:00 |
Flor de Liz |
|
2ª |
20:30 |
21:50 |
22:00 |
22:40 |
23:00 |
Uirapuru da Mooca |
|
3ª |
21:30 |
22:40 |
23:00 |
23:30 |
00:00 |
Barroca Zona Sul |
|
4ª |
22:30 |
23:30 |
00:00 |
00:20 |
01:00 |
Morro da Casa Verde |
|
5ª |
23:30 |
00:20 |
01:00 |
01:10 |
02:00 |
Nenê de Vila Matilde |
|
6ª |
00:30 |
01:10 |
02:00 |
02:00 |
03:00 |
Dragões da Real |
|
7ª |
01:30 |
02:00 |
03:00 |
02:50 |
04:00 |
Camisa Verde e Branco |
|
8ª |
02:30 |
02:50 |
04:00 |
03:40 |
05:00 |
Unidos do Peruche |
Tempo de Desfile: Mínimo 50 (cinqüenta) minutos e m áximo 60 (sessenta) minutos.