Nosso mundo é um lixo… uma grande merda mesmo.
Me perdoem as palavras, mas é assim que me senti ao ler a notícia da morte do cartunista Glauco e seu filho.
Ele criou personagens que se misturam com a vida de São Paulo como o Geraldão, Geraldinho, Doy Jorge, Ozetês, o Casal Neuras, Dona Marta e muitos outros. Formava, ao lado de Angeli e Laerte, o trio fantástico que nos anos 80 ganhou espaço na grande mídia, muito em função das tirinhas na “Folha”.
Quando eu morava em Sampa era assinante da Folha e, ao invés de ir para a página de esportes primeiro (ler a coluna do Juca), ia direto para as tirinhas dele. Sabe, começar o dia em São Paulo não é tão fácil assim. Encarar o transito, enchentes e a insegurança (os principais medos dos paulistanos) para sair cedo pro trabalho. Então assim, era uma forma de humor ideal para começar a batalha diária.

Trecho da tira Geraldão sem mãe do cartunista Glauco, extraído de Geraldão nº10, Circo Editorial, S. Paulo, 1988, p.11
Pai e filho estavam na casa da família, em Osasco, quando os bandidos invadiram. Os dois chegaram mortos a hospital da Zona Oeste da capital.
Tá louco… Vão se foder!
Atualização:
O delegado Arquimedes Cassão Veras Júnior, da Delegacia Seccional de Osasco, na Grande São Paulo, afirmou que o suspeito da morte do cartunista Glauco Villas Boas, 53, e de seu filho Raoni, 25, era conhecido da comunidade onde o crime ocorreu na madrugada nesta sexta-feira (12).
Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, tem passagem pela polícia por porte de drogas e não tinha porte de arma, segundo a polícia. “Ele chegou, procurou pela família, discutiu com Glauco, sacou a arma e começou a atirar. Nesse momento, o filho do cartunista chegou. Ele continuou atirando e se evadiu”, disse o delegado, que classificou o jovem como “problemático”.
Fala sério! Pior ainda!
PATRICK PEREIRA
março 12th, 2010ás 12:34
PUTS!! QUE TRISTEZA!! PARECE MENTIRA…..
É A TÍPICA SENSAÇÃO DE QUANDO A GENTE PERDE ALGUÉM BEM PRÓXIMO, MESMO SEM NUNCA TER CHEGADO PERTO.